terça-feira, 3 de abril de 2012

Bendito que vem em nome do Senhor


A própria leitura já diz tudo, e já fala ao nosso coração. Todas as vezes em que celebro a Missa de Domingo de Ramos, no meu coração vem a passagem “Tende em vós os mesmos sentimentos de Cristo.” Hoje entramos na Semana Santa e precisamos entrar com os mesmos sentimentos de Jesus.

Enquanto o povo aclamava Jesus, que estava em cima de um jumento, cantando “Hosana, Hosana!", enquanto isso o Senhor dizia: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes, e ficais longe de meu grito e minha prece?” Isso aconteceu cinco dias antes da Morte d'Ele.

Zacarias, um profeta, há quatrocentos anos já falava dessa profecia, que o Rei viria em um jumento. E quatrocentos anos depois a profecia acontecia.

O povo fechou o coração, quantas vezes Jesus chamou o povo a retornar à casa do Pai. Quando Jesus nos encontrar Ele vai se alegrar ou vai chorar? Você é Jerusalém.

Jesus entrou em Jerusalém para dar a vida. E qual vida que você tem levado diante de deste Deus? O Senhor tenta nos dar a vida, mas Ele usa da liberdade [nos deixa livres para escolher].

Jesus tentou fazer isso em tantas situações: na enfermidade, na cura, no navio que afundou, mas muitos homens estão virados para Deus.

É na liberdade que é preciso se encontrar com Deus. Jesus quer entrar no seu coração, e Ele morreu para que você tenha vida. 

O povo, no domingo, proclamava: “Bendito o que vem em nome do Senhor”, e na sexta-feira gritava: “crucifica-O!”

Todo o mundo tem o "dia de sexta-feira", e quando chega o dia da dor dizemos: “Fora, Jesus!”. Uma sociedade "bipolar". Nós que somos cristãos e acreditamos que Jesus morreu para nós, precisamos proclamar sempre: “Bendito o que vem em nome do Senhor.”

O homem tornou-se inimigo de Deus e do seu semelhante, porque não entendeu a dor de Cristo.

Ainda há esperança, ainda há solução, basta o homem entrar e se abrir a Deus.

Você não pode ser "bipolar"!

Fonte: www.cancaonova.com

quinta-feira, 22 de março de 2012

Onde está a vontade de Deus?

Tenha a coragem de ouvir a resposta.


Muitas vezes, o que mais desejamos na vida é saber saber qual é a vontade de Deus a nosso respeito. Rezamos, ouvimos opiniões, lemos a Bíblia, mas parece que ainda falta alguma coisa para nos dar a certeza do que o Senhor quer para nós. Nestes dias tive um sonho que me ajudou neste sentido, por isso o partilho com você: Sonhei com um barco em alto-mar, nele estavam dois homens, um remando com grande dificuldade e o outro contemplando-o, serenamente, sentado ao seu lado. Era um cenário bonito, o mar azul, iluminado pelos primeiros raios de sol naquela manhã de primavera, inspirava serenidade e paz. Porém, fiquei incomodada ao ver que um homem fazia tanto esforço ao remar sozinho, e o outro continuava tão descansado ao seu lado. Foi quando Deus me fez compreender que o mesmo nos acontece às vezes. 

O mar é a liberdade que o Senhor nos concede por amor; o barco é a nossa vida; o homem tentando remar sozinho somos nós que queremos conduzir nossa história com as próprias mãos e outro homem sentado ao lado, a contemplar o esforço do companheiro, é o Senhor que permanece conosco, no entanto,respeita nossa liberdade e espera o momento em que Lhe pedimos ajuda para intervir. Ainda no sonho, em certo momento, aquele homem já cansado, entregava os remos ao companheiro e este, com muita destreza, conduzia a embarcação na rota certa, sem demora. Era como ouvir Deus falar: “Dijanira, é isso que você precisa fazer hoje: entregue o barco da sua vida em minhas mãos, pois Eu sei remar. Estou aqui ao seu lado pronto para ajudá-la. Se continuar insistindo em remar sozinha, vai se cansar e não chegará aonde deseja. Deixe que Eu conduza seu barco, deixe que Eu reme por você. Confie em mim!”

Compreendi que na busca de discernir a vontade Deus, Ele nos propõe docilidade, confiança e atitude. Pois não podemos dizer que temos fé se não confiamos, e confiar exige a atitude de deixar Deus “remar” por nós.

Talvez você me diga: "Já fui tão decepcionado (a). Como posso confiar de novo?" Isso é possível com a graça de Deus! As pessoas nos decepcionam, e é natural que seja assim. Ninguém é perfeito neste mundo e, um dia ou outro, mesmo quem amamos acaba agindo da maneira que não esperávamos, ou seja, nos decepciona. Mas é a atitude de confiar na graça divina, que pode agir por intermédio daquela pessoa, que nos impulsiona a continuar acreditando. E com Deus não é diferente, Ele é perfeito, mas, muitas vezes, esperamos d'Ele o que por amor a nós Ele não realiza e isso pode nos decepcionar. Neste caso, precisamos acreditar no amor do Senhor e recomeçar um relacionamento de confiança total n'Ele para chegarmos à meta, que é sempre a felicidade.

Certamente essa não é tarefa fácil, principalmente por vivermos em uma época como a nossa, na qual se fala tanto sobre segurança e se busca todos os meios para planejar um futuro seguro,  a proposta de confiar em Deus e deixar que Ele nos conduza parece contraditória. Porém, ouso testemunhar que minha vida é bem mais feliz desde que comecei a viver essa experiência. Claro que é um desafio diário, por vezes, também me sinto fraca na fé e impaciente, mas recomeço com a graça de Deus e tento dar um passo de cada vez no dia a dia e em cada situação.

Lembro-me de um período difícil, no qual eu queria que a minha vontade prevalecesse em um relacionamento, mas mesmo assim, rezava: “Senhor, que seja feita a Tua vontade”. E realmente Deus Pai fez a vontade d'Ele porque nada foi como eu desejava. Sofri com a decepção e a perda, mas nunca duvidei da intervenção divina. Hoje, quando me recordo do fato, tenho ainda mais certeza de que o Senhor agiu, e continuo pedindo com confiança: "Senhor, que em tudo seja feita a Tua vontade. Toma o remo e conduz o meu 'barco' no imenso mar do Teu amor. Tu sabes o que é melhor para mim". 



Talvez, hoje, Deus esteja lhe pedindo a mesma atitude, se for o caso, não tenha medo de dar os passos. Acredito que o primeiro deles é fazer uma revisão de vida e ter a coragem de perguntar: "Isso que tanto busco, insisto e sonho é vontade de Deus ou é apenas a minha vontade?" Um dos sinais para discernir a resposta é perceber os frutos da espera. O que é de Deus traz paz e edifica, mesmo que passe pela cruz. Ao passo que oque é apego humano não produz bons frutos, torna a pessoa amarga, sem brilho, sem vida e sem alegria, além de ansiosa.

Madre Teresa de Calcutá, quando via alguém triste, logo pensava: “O que será que esta pessoa está negando a Deus?” Pois para ela a tristeza da alma estava muito ligada ao apego à vontade própria, uma vez que, se estivermos de acordo com Deus, já não haverá motivos para ficarmos contrariados, preocupados ou angustiados, e em tudo o que vier nos acontecer saberemos que existe a permissão divina, portanto, acolheremos com alegria, mesmo que seja difícil. 


As pessoas que nos conhecem e nos amam são grandes instrumentos do Senhor para nos ajudar a discernir onde está a vontade d'Ele. Experimente pedir a opinião de quem você confia e sabe que o ama e tenha a coragem de ouvir a resposta. Se for preciso entregar o "barco de sua vida" nas mãos do “Grande Navegador”, faça isso ainda hoje e se prepare para desbravar o alto-mar da vida nova que Deus tem para você. 

terça-feira, 20 de março de 2012


Venerar a Mãe de Jesus na Igreja significa ainda aprender com ela a ser comunidade que reza

Se não há Igreja sem Pentecostes, não há também Pentecostes sem a Mãe de Jesus, porque Ela viveu de modo único aquilo que a Igreja experimenta todos os dias sob a ação do Espírito Santo


Queridos irmãos e irmãs,

Com a Catequese de hoje gostaria de começar a falar da oração nos Atos dos Apóstolos e nas Cartas de São Paulo. São Lucas nos concedeu, como sabemos, um dos quatro Evangelhos, dedicado à vida terrena de Jesus, mas nos deixou também aquele que foi definido como primeiro livro sobre a história da Igreja, isto é, os Atos dos Apóstolos. 

Em ambos este livros, um dos elementos recorrentes é justamente a oração, desde aquela de Jesus àquela de Maria, dos discípulos, das mulheres e da comunidade cristã. O caminho inicial da Igreja permaneceu, antes de tudo, é conduzido pela ação do Espírito Santo, que transforma os Apóstolos em testemunhas do Ressuscitado, até a efusão do sangue, e pela rápida difusão da Palavra de Deus no Oriente e no Ocidente.


Todavia, antes que o anúncio do Evangelho se difunda, Lucas traz o episódio da Ascenção do Ressuscitado (cfr At 1,6-9). Aos discípulos, o Senhor entrega o programa de existência deles: a dedicação à evangelização. E diz: “Descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda Judéia e Samaria e até os confins do mundo” (At 1,8). 

Em Jerusalém, os Apóstolos permaneceram em onze, por causa da traição de Judas Iscariotes, eles permaneceram em casa para rezar, e é justamente na oração que esperam o dom prometido por Cristo Ressuscitado: o Espírito Santo.

Neste contexto de espera, entre a Ascenção e o Pentecostes, São Lucas menciona por fim, Maria, a Mãe de Jesus e seus familiares (v. 14). A Maria é dedicado o início de seu Evangelho, do anúncio do Anjo ao nascimento e a infância do Filho de Deus que se fez homem. Com Maria inicia a vida terrena de Jesus e com Maria iniciam-se também os primeiros passos da Igreja; em ambos os momento,s o clima é de escuta de Deus, de recolhimento. 

Hoje, portanto, queria dedicar-me a esta presença orante da Virgem no grupo dos discípulos que serão a primeira Igreja nascente. Maria seguiu com discrição todo o caminho de seu Filho durante a vida pública até os pés da cruz, e agora continua a seguir, com uma oração silenciosa, o caminho da Igreja. 

Na Anunciação, na casa de Nazaré, Maria recebe o Anjo de Deus, é atenta às suas palavras, as acolhe e responde ao projeto divino, manifestando sua plena disponibilidade: “Eis aqui a serva do Senhor: faça-se em mim segundo Sua vontade” (cfr Lc 1,38). 

Maria, por uma atitude interior de escuta, é capaz de ler a própria história, reconhecendo com humildade que é o Senhor a agir. Ao visitar a prima Isabel, ela exorta numa oração de louvor e alegria, de celebração pela graça divina, que encheu seu coração de vida, rendendo-a Mãe do Senhor (cfr Lc 1,46-55). 
Louvor, agradecimento e alegria: no canto do Magnificat, Maria não olha só aquilo que Deus operou nela, mas também aquilo que se cumpriu e se cumpre continuamente na história.

Santo Ambrósio, em um célebre comentário sobre o Magnificat, convida a ver o mesmo espírito de oração e escreve: “Esteja em cada um a alma de Maria que engrandece o Senhor, esteja em todos o espírito de Maria que exulta em Deus” (Expositio Evangelii secundum Lucam 2, 26: PL 15, 1561).
Mesmo no Cenáculo, em Jerusalém, no “quarto no piso superior, onde normalmente se reuniam”, os discípulos de Jesus (cfr At 1,13), em um clima de escuta e oração, ela estava presente, antes de abrirem-se as portas e começar a anunciar Cristo Senhor a todos os povos, ensinando a observar tudo aquilo que Ele havia ordenado (cfr Mt 28,19-20). 

As etapas do caminho de Maria, da casa de Nazaré àquela de Jerusalém, passando pela Cruz onde o Filho a confia ao apóstolo João, são marcadas pela capacidade de manter um perseverante clima de recolhimento, para meditar cada acontecimento no silêncio de seu coração, diante de Deus (cfr Lc 2,19-51) e na meditação diante de Deus também compreende a vontade de Deus e a capacidade de aceitá-la interiormente. 

A presença da Mãe de Deus com os Onze, depois da Ascenção, não é uma simples anotação histórica de uma coisa do passado, mas assume um significado de grande valor, porque com eles, ela partilha aquilo que para ela é mais precioso: a memória vida de Jesus, na oração; partilha a missão de Jesus, conserva a memória de Jesus e, assim, conserva sua presença.

A última referência a Maria nos dois escritos de São Lucas é colocado no dia de sábado: o dia do descanso de Deus, depois da Criação, o dia do silêncio depois da Morte de Jesus e de espera de Sua Ressurreição. É sobre este episódio que se enraíza a tradição de Santa Maria no Sábado. 

Entre a Ascenção do Ressuscitado e o primeiro Pentecostes cristão, os Apóstolos e a Igreja se reúnem com Maria para esperar com ela pelo dom do Espírito Santo, sem o qual não se pode tornar testemunha. Ela que já o reconhece por ter gerado o Verbo encarnado, divide com toda Igreja este mesmo dom, para que no coração de cada crente “seja formado Cristo” (cfr Gal 4,19). Se não há Igreja sem Pentecostes, não há também Pentecostes sem a Mãe de Jesus, porque Ela viveu de modo único aquilo que a Igreja experimenta todos os dias sob a ação do Espírito Santo. 

São Cromácio de Aquiléia comenta assim sobre o registro dos Atos dos Apóstolos: “Na verdade, a Igreja foi congregada na quarto do andar superior com Maria, que era a Mãe de Jesus e com os Seus irmãos. Não se pode, portanto, falar de Igreja se aí não estiver presente Maria, a mãe do Senhor... Na Igreja de Cristo é pregada a Encarnação de Cristo na Virgem, e onde pregam os apóstolos, que são irmãos do Senhor, lá se escuta o Evangelho”(Sermo 30,1: SC 164, 135).

O Concílio Vaticano II quis destacar, de modo particular, esta ligação que se manifesta visivelmente na oração de Maria junto aos apóstolos, no mesmo lugar, na espera pelo Espírito Santo. A Constituição dogmática Lumen gentium afirma: “Tendo sido do agrado de Deus não manifestar solenemente o mistério da salvação humana antes que viesse o Espírito prometido por Cristo, vemos que, antes do dia de Pentecostes, os Apóstolos «perseveravam unânimemente em oração, com as mulheres, Maria Mãe de Jesus e Seus irmãos» (Act. 1,14); e vemos também Maria implorando, com as suas orações, o dom daquele Espírito, que já sobre si descera na anunciação” (n. 59).  “O lugar privilegiado de Maria é a Igreja, onde é “saudada como membro eminente e inteiramente singular... e modelo perfeitíssimo na fé e na caridade” (ibid., n. 53).

Venerar a Mãe de Jesus na Igreja significa ainda aprender com ela a ser comunidade que reza: é esta uma das notas essenciais da primeira descrição da comunidade cristã delineada nos Atos dos Apóstolos (cfr 2,42). 

Normalmente a oração é ditada a partir de situações de dificuldade, problemas pessoais que levam a dirigir-se ao Senhor para ter luz, conforto e ajuda. Maria convida a abrir as dimensões da oração, a dirigir-se a Deus não somente na necessidade e não somente para si mesmo, mas de modo unânime, perseverante, fiel, com um “coração só e uma alma só” (cfr At 4,32).

Queridos amigos, a vida humana atravessa diversas fases de passagem, normalmente difíceis e empenhativas, que pedem escolhas obrigatórias, renuncias e sacrifícios. A Mãe de Jesus foi colocada pelo Senhor em momentos decisivos da história da salvação e ela soube responder sempre com plena disponibilidade, fruto de uma ligação profunda com Deus amadurecida na oração assídua e intensa.

Entre a Sexta-feira da Paixão e o Domingo da Ressurreição, a ela foi confiado o discípulo predileto e com ele toda a comunidade dos discípulos (cfr Jo 19,26). 
Entre a Ascenção e o Pentecostes, ela se encontra com e na Igreja em oração (cfr At 1,14). Mãe de Deus e Mãe da Igreja, Maria exercita esta sua maternidade até o fim da história. Confiamos a ela cada fase da passagem da nossa existência pessoal e eclesial, até nossa passagem final. Maria nos ensina a necessidade de orar e nos indica que só com a ligação constante, íntima, plena de amor com seu Filho podemos sair da “nossa casa”, de nós mesmos, com coragem, para conquistar os confins do mundo e anunciar em qualquer lugar o Senhor Jesus Salvador do mundo. Obrigado.


 

domingo, 11 de março de 2012

É preciso buscar sempre a humildade

Imagine um lenço branco, seco, limpinho. Se o mergulharmos no azeite, ele ficará tão encharcado que, ao apertá-lo, sairá óleo por todos os lados. Assim acontece com quem está cheio do Espírito Santo: nós O transmitimos a todos ao redor.

Quando somos batizados no Espírito Santo de Deus, o que passamos para os outros é o próprio Espírito Santo: quando tocamos alguém, é o Espírito quem o toca; quando oramos por alguém, é o Espírito quem ora; quando pedimos, o Espírito pede, age e faz. É dessa forma que acontece a ação dos dons do Espírito Santo Paráclito.

Muitos têm receio do orgulho espiritual. É preciso buscar sempre a humildade. Mas a humildade está nesta verdade: não sou eu quem realizo prodígios, mas sim o Espírito do Senhor, que está em mim! E se Ele quer que eu O leve a tantos que precisam, eu devo levá-Lo.

Deus o abençoe!

sexta-feira, 9 de março de 2012


Para começar o artigo, vamos dizer já que a palavra igreja é encontrada na bíblia, e na língua original do Novo testamento. Ekklesia = igreja em grego.Vejamos alguns versículos que apontam a importância da Igreja:

No novo testamento: São Mateus 18, 17 Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganho teu irmão. Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas.Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano.

Atos dos apóstolos 16, 4-5: Nas cidades pelas quais passavam, ensinavam que observassem as decisões que haviam sido tomadas pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém. Assim as igrejas eram confirmadas na fé, e cresciam em número dia a dia.

São Mateus 16, 18-19: Por isso, eu te digo: tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e as forças do Inferno não poderão vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.

Atos dos Apóstolos 20,28: Cuidai de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastorear a Igreja de Deus, que ele adquiriu com o seu próprio sangue.

Efésios 5, 25-30: Maridos, amai as vossas mulheres como Cristo AMOU A IGREJA e se entregou por ela(...) Ninguém jamais odiou sua própria carne, pelo contrário, alimenta-a e a cerca de cuidado como Cristo faz com sua igreja. E nós somos membros de seu corpo.

E demonstrando toda autoridade da verdade da igreja: 1°Timóteo 3, 15 caso porém eu demore, já estarás sabendo como proceder na casa de Deus, que é a igreja de Deus vivo! Coluna e fundamento da Verdade.

No antigo testamento: Josué 9,27: Determinou naquele dia que fossem empregados no serviço da comunidade e do altar, cortando lenha e carregando água para o lugar que o Senhor escolhesse (funções que exercem ainda hoje).

II Crônicas 24,6: 
Então o rei mandou vir o sumo sacerdote Jojada e lhe disse: Por que não cuidaste que os levitas trouxessem de Judá e de Jerusalém a contribuição imposta por Moisés, servo do Senhor, à comunidade de Israel para a tenda do testemunho?

3° mandamento de Deus a Moisés: 
Guardará o dia do senhor e festas (festas litúrgicas que a igreja comemora em datas específicas, então ,guardaremos os domingos e estas festas).

Obs: Todas as igrejas cristãs, exceto a Adventista do sétimo dia, acreditam que, após a vinda de Cristo, guardaremos o Domingo, porque o dia do senhor é a ressurreição, que se deu num domingo.

Vamos à igreja para pedir uma graça, pedir perdão, agradecer, e estar em comunhão com Deus. "Quem come da minha carne, terá vida eterna, viverei nele e ele em Mim"(Jo 6,56)


Simplesmente vamos a igreja, como ja vimos nos versículos, porque Jesus pede! Aqui na Terra, Ele mesmo a vida toda, de um certo modo, foi à igreja, e pertenceu a ela, na sua apresentação no templo(Lc 2, 22-23) quando nasceu, aos 12 anos(Lc 2 - 49), e na construção dela sobre Pedro (Mt 16, 18-19).
A igreja católica é a igreja mais perseguida e atacada, isso deve ostentar ainda mais a nossa fé, pois quanto mais atacados, mais saberemos que estamos no lugar certo. "Lembrai-vos da palavra que vos disse: O servo não é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também vos hão de perseguir. Se guardaram a minha palavra, hão de guardar também a vossa.” 

João 15:20. Algumas pessoas apenas olham os blasfemadores e males que há na igreja católica, mas nunca olham o bem, ninguém pára pra conhecer melhor a igreja católica e suas obras, pois ela não se expõe, é como a vida de Maria, mãe santíssima de nosso Cristo e da igreja, totalmente entregue a Deus, e totalmente silenciosa. Ninguém dá ênfase aos milagres da igreja católica, mas eles existem, são vivos, basta querer olhá-los...e também as obras de caridade que realizam, para com as pessoas com Aids, para com os pobres, idosos,etc...Quem tem ouvidos ouça!(Mt 11, 15). Não ir à igreja é um pecado mortal, é contrário a um dos mandamentos de Deus! Se não formos, devemos nos confessar que não fomos, e voltar a frequentar todos os domingos. Devemos alimentar nossas almas, não só o corpo.

Não está satisfeito com a igreja? Então lute por ela! Não seja um que estraga a imagem da igreja de Deus, seja um que faça tudo que Deus pediu para sua igreja, não seja mais um que irá destruir a igreja de Cristo.

quinta-feira, 8 de março de 2012


Nos reconheceremos no céu


Muita confusão se faz com a parábola da mulher que enviúva de sete maridos (Cf. Mc 12, 18-27). Sabendo que nenhum deles será seu esposo no reino dos céus, se conclui erradamente que tal mulher não reconheceria nenhum deles no céu, resultando daí que ninguém reconheceria no céu as pessoas que conheceu na terra.

Certa feita, por ocasião de uma palestra que proferi sobre as realidades escatológicas, por muito relutarem em tal entendimento, me foi preciso elaborar um texto argumentativo para elucidação da questão, com o qual dou prosseguimento.
 
É necessário apenas pensar com sensatez e estar disposto a não agir contra a própria consciência para aceitar que, tendo nós recebido o prêmio da glória celeste, por certo veremos Deus face a face, e, não obstante, continuaremos a ter a possibilidade de ver nossos amigos, parentes e demais pessoas que obtiverem a salvação. Repita-se: é necessário apenas pensar com sensatez e disposição para não agir contra a própria consciência.

Ver Deus face a face por parte daqueles que alcançam a salvação é uma verdade explícita na doutrina da Igreja. Desde o enunciado dogmático daConstituição Benedictus Deus, de Bento XII, promulgada em 1336, o cristão já não se sentirá inseguro nesta questão porque tal verdade faz parte do depósito da fé, e porque assim se faz, foi que Deus quis que soubéssemos pela Revelação.

Uma outra verdade que Deus, na sua infinita sapiência, quis que soubéssemos ainda aqui na terra é que através do batismo nós passamos a ter comunhão com todas outras pessoas que também receberam o batismo válido - a Comunhão dos Santos. Desta verdade também precisamos para argumentar o que se propõe aqui: nos reconheceremos no céu.
    
Então:

    1) Afirmamos com segurança que nos reconheceremos no céu não por ser conteúdo de formulação dogmática explicita como tal, mas porque a afirmação contrária fere o dogma da Comunhão dos Santos, ao se entender que não haveria comunhão plena entre os santos se não se pudesse comunicar com eles, identificando-os como os conhecemos na terra;

    2) Afirmamos com segurança que nos reconheceremos no céu porque a afirmação contrária fere o dogma da Ressurreição da Carne, o qual diz explicitamente que na ressurreição passaremos a ter um corpotransformado em corpo glorioso, e não que daremos início a uma nova existência onde será desprezado todo o conhecimento que adquirimos em nossa peregrinação terrestre;

    3) Afirmamos com segurança que nos reconheceremos no céu porque tal afirmação não fere nenhum dogma da Igreja de Cristo;

    4) Afirmamos com segurança que nos reconheceremos no céu porque tal reflexão é por demais assumida por teólogos que velam pela ortodoxia e fidelidade ao Magistério da Igreja;

    5) Afirmamos com segurança que nos reconheceremos no céu porque não encontramos nas exposições do autêntico Magistério da Igreja nem mesmo nenhum indício de que se deva ter entendimento diverso;

    6) Afirmamos com segurança que nos reconheceremos no céu diante da improvável ação de Deus em aniquilar a nossa lembrança, a nossa memória, sobre os acontecimentos de nossa vida e pessoas que conhecemos aqui na terra. Se aceitássemos que Deus assim agisse, estaríamos remontando a crença espírita, onde nada se sabe sobre aquilo que foi a nossa "vida vivida anteriormente". Doutrina esta condenada pela Igreja;

    7) Afirmamos com segurança que nos reconheceremos no céu porque a nossa comunhão na Pátria Celeste será potencializada, plenificada, infinitamente maior que a comunhão imperfeita que temos hoje. Portanto, se já nos conhecemos aqui, passaremos a nos conhecer mais e melhor. Inclusive passaremos a conhecer as pessoas a quem não conhecíamos na terra.

    8) Afirmamos com segurança que nos reconheceremos no céu porque nas imagens bíblicas que se referenciam ao Paraíso - o Jardim do Éden, o festim de casamento, o banquete, etc..., - há prefiguração de pessoas que se conhecem e se comunicam;

    Enfim...

    Poder-se-ia enumerar várias e várias outras argumentações para tal aceitação. Satisfazemo-nos com estas, pois, rebuscando o parágrafo 89 do Catecismo da Igreja Católica sabemos que, se nossa vida for reta, nossa inteligência e nosso coração estarão abertos a acolher a luz da verdade.


Fonte: http://arenadateologia.blogspot.com/2010/04/nos-reconheceremos-no-ceu.html

quarta-feira, 7 de março de 2012

A oração dos 7 passos

Uma forma prática para crescer na vida de oração



Por incrível que pareça é cada vez mais comum as pessoas do nosso tempo buscarem alguma forma para entrar em contato com o “ser superior” (como alguns chamam). Esse Ser Superior, para os cristãos e a maioria da humanidade, se chama “Deus”! Ele traz um profundo desejo de estar cada vez mais próximo de você e de conversar com você. Um dos meios mais comuns para entrar em contato com o Senhor se chama: “oração“. Porém, a maioria das pessoas sente muita dificuldade para orar e costuma dizer:
1. “…não sei o que é isso direito…”
2. “…não sei como começar isso…”
3. “…até sei começar, mas logo paro de rezar (orar)…” [inconstância]
4. “…só rezo (oro) quando passo por dificuldades…”
5. “rezo (oro), sim, mas do meu jeito…”
6. “rezo (oro) sempre, em todo lugar… (na maioria das vezes uma desculpa de que ainda não aprendeu a orar direito).
Então, para tentar resolver alguns desses problemas, quero mais do que ficar dando explicações teológicas sobre oração. Vou lhe mostrar uma forma muito fácil e prática para você aprender a orar, a ter constância e crescer no relacionamento com esse “Ser Superior”, a quem chamamos de Deus. Prepare-se, vamos aprender a “Oração dos 7 Passos“.
1° Passo:
Determine um lugar para você orar, esse será o seu “cantinho de oração”; nada daquela história de “oro no ônibus”, “no caminho para a escola”, claro você também pode fazer isso nestes momentos, mas Deus é Pai e não quer que você fique só com “lanchinhos”, entende? A oração pessoal deve ter lugar próprioporque é refeição completa! Você precisa de um lugar no qual as pessoas não o fiquem atrapalhando ou o interrompendo, estamos em busca de um lugar que lhe proporcione intimidade. Existem muitas opções: uma capela (igreja), um lugar mais afastado da casa, um quarto, etc. Agora descubra o seu lugar de oração!
2° Passo:
Geralmente estamos acostumados a orar (rezar) enquanto sentimos vontade de orar (rezar), mas aprendi que “sem disciplina não há santidade” e poderia dizer mais: “sem disciplina não há intimidade”, por isso existem dias em que você ora (reza) muito tempo e outros em que você não quer rezar (orar) nada, e diz: “estou sem vontade”… “estou cansado”… “com sono”… “foi muito corrido o dia”; e por aí vai. Por isso você precisa determinar quanto tempo você vai dar para Deus por dia, talvez para alguns fique fácil de entender assim: é como um dízimo do tempo, pense quanto tempo você deu para a internet? Para a TV? Para os amigos? Para a família? Para o trabalho? Etc. E para Deus? Quanto tempo você tem? Uma dica e uma regra, primeiro a dica: nunca comece com muito tempo, é como na academia: vá devagar no começo (10 minutos?) e depois vá aumentando; e a regra: o tempo sempre pode aumentar, mas nunca diminuir! O importante para Deus não é quantidade, mas o amor com que você reza (ora) e não importa se está cansado ou coisa do tipo; o Senhor o aceita mesmo assim! Não tem desculpa. E aí? Quanto tempo vai dar para Deus? Ah! Escolha também o melhor horário do dia (manhã, tarde, noite ou madrugada?).
3° Passo:
Rezar (orar) um Pai-Nosso e uma Ave-Maria. O Pai-Nosso foi a oração que Jesus nos ensinou (cf. Mt 6, 9-13), nela vamos encontrar grandes ensinamentos que o Senhor nos deixou; e também a Ave-Maria, pois, quando recitamos essa oração, realizamos uma profecia bíblica, você sabia? Veja o que a Bíblia diz em Lucas 1, 48: “…Sim, de agora em diante todas as gerações me proclamarão bem-aventurada”. A maior proclamação que ela é “bem-dita” na verdade é feita pelo próprio Deus, o Anjo Gabriel, disse: “Ave Maria, cheia de Graça, o Senhor é convosco” (Lc 1, 28). Recitar a Ave-Maria é fazer eco da voz de Deus no tempo que se chama hoje; e na segunda parte: “Santa Maria mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte, amém”. Não há nada de errado também; que ela é santa todo o mundo sabe, nós a chamamos de Mãe de Deus somente porque Jesus é Deus e, no fim, pedimos que interceda por nós, mais ou menos como muitas pessoas fazem pedindo uns aos outros oração. Fique tranquilo, pode rezar (orar) sem medo.
4° Passo:
Chegou a hora de louvar, isso significa agradecer. Neste momento você deve ir se lembrando de tudo o que você passou neste dia ou no dia anterior, ou até mesmo lembranças que vierem à sua mente neste momento, pode agradecer a Deus, pode fazer mais ou menos assim: “Senhor, eu Te louvo, porque hoje eu abri meus olhos e vi as nuvens no céu, elas estavam lindas. Senhor, eu Te louvo, porque hoje não me faltou o alimento, Te louvo porque sei que estás sempre ao meu lado. Eu Te louvo por tudo… por aquilo que foi bom e por aquilo que ainda não foi bom…”.
5° Passo:
Todo o mundo erra, não é verdade? Então vamos pedir perdão ao Senhor por todas as coisas que fizemos e não foram muito legais, um dia li no Evangelho que Jesus chorava (cf. Lc 19,41), Ele chorava porque os pecados que aquelas pessoas cometiam não machucavam somente elas mesmas, mas machucavam também o Seu Coração… E o mesmo Jesus que as amava o ama também. Por isso, vamos pedir perdão ao Senhor pelas vezes em que erramos e fizemos aquilo que não deveríamos fazer; pode começar assim: “Senhor, me perdoe… hoje eu menti, tive vergonha de assumir a verdade. Senhor, me perdoe também quando fiquei com muita raiva daquela pessoa… Senhor, perdão…”.
6° Passo:
Agora é o mais fácil: chegou a hora de pedir, fazer a sua prece, seus pedidos. Uma dica: você pode começar pedindo pelos outros e deixar para o fim os seus pedidos pessoais. Quando fizer os seus pedidos lembre-se disso: “A confiança que depositamos nele é esta: em tudo quanto lhe pedirmos, se for conforme à sua vontade, Ele nos atenderá” (I Jo 5,14).
7° Passo:
Oração é diálogo, é conversa, e em uma conversa sempre existe a hora de ouvir; portanto, chegou a hora de ouvir. Hora de ouvir a Deus, talvez pense: “Nossa! Isso é muito difícil…” Não é não! Vou lhe mostrar: você tem Bíblia? Se não tiver é bom comprar uma, se perdeu é bom achá-la (risos). E se você estiver lendo esse texto no computador é só procurar no Google (ou outro buscador) por “Bíblia”, se quiser tem uma versão em pdf. Então pegue sua Bíblia e leia (ouça… risos) uma parte qualquer e depois em silêncio. Deixe ressoar dentro de você a “Voz de Deus”, viu como é fácil? Uma dica: se você está começando a ter contato com a Sagrada Escritura agora, então comece pelo Novo Testamento, é uma linguagem mais próxima da nossa ou então pelos Salmos, também será um bom começo e quando não entender alguma coisa, procure pessoas que realmente o ajudem e não o deixem mais confuso (a).
Pronto! Agora você já pode ter uma vida de oração constante, seja fiel, se marcou um lugar e uma hora, então você tem um encontro: “Um encontro com Deus”. Não falte, tenha certeza: Ele não vai faltar! Não pare de caminhar, esses simples 7 passos vão levá-lo ao Céu!
Orar com música também é muito bom.